Na última terça-feira, na Câmara Municipal de Santa Bárbara d'Oeste, a Embaixadora do Projeto Social Lutadores do Futuro, Antonella Panaggio, acompanhada de seu pai, Marco Max, Diretor e Delegado Regional da Associação e Federação Mundial de Artes Marciais dos Policiais, esteve reunida com vereadores para mais uma vez apresentar o trabalho desenvolvido pelo projeto social.
Durante a visita, foram destacadas as ações do Projeto Social Lutadores do Futuro, que desde 2018 tem promovido a inclusão social e o desenvolvimento de jovens através das artes marciais. O projeto tem se destacado por seu impacto positivo na comunidade, oferecendo aulas gratuitas e atividades que incentivam a disciplina, o respeito e a autoconfiança. No entanto, essa iniciativa, assim como muitas outras, enfrenta um obstáculo persistente: a burocracia e a falta de apoio da Prefeitura e da Câmara de Vereadores.
Apesar da existência de leis federais e estaduais que incentivam o apoio a projetos sociais, o que se observa em Santa Bárbara d'Oeste é a falta de vontade política e a distorção da legislação local, que acabam por barrar iniciativas da cidade e privilegiar ações de outras localidades. A omissão das autoridades municipais em relação a estas iniciativas é evidente e prejudica diretamente o desenvolvimento social da comunidade.
Antonella Panaggio, na tentativa de sensibilizar as autoridades presentes, ressaltou a importância de voltar os olhos para diversos segmentos sociais e apoiar projetos que promovam o desenvolvimento integral dos jovens. Contudo, a resposta da Câmara Municipal foi, mais uma vez, marcada pela ineficácia e pelo descaso. O que mais se ouviu, apesar de todo o trabalho realizado, foi que os projetos não se enquadram nas leis existentes. Isso revela uma falha gritante das autoridades em compreender o verdadeiro valor de legislar. Como legisladores, eles têm o poder de propor novos enquadramentos na lei, mas preferem desperdiçar importantes trabalhos sociais, mostrando uma clara falta de ação.
Um bom exemplo entre tantas das distorções e desafios enfrentados é que promovemos vários eventos, mas infelizmente, por falta de apoio, não conseguimos avançar. Os custos para levar nossos alunos a competições externas são altos, mas seguimos firmes e resilientes em nossa missão de promover qualidade de vida, respeito e dignidade. Apesar de termos a aprovação da Secretaria Municipal de Esportes, com autorização da Secretaria Municipal de Educação, nunca tivemos nenhuma outra forma de apoio ou investimento governamental. Não pretendemos terceirizar a responsabilidade ou cobrar algo de alguém, pois, como idealizadores e gestores do projeto social, a responsabilidade é nossa. No entanto, é frustrante ver que via Secretaria Municipal de Promoção Social e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Santa Bárbara d’Oeste (CMDCA) a prefeitura prefere trazer pessoas de fora da cidade para ministrar 75 aulas de artes marciais ao custo de quase R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), em vez de viabilizar projetos sociais existentes no município, enquanto nossos eventos, festivais, seminários, aulas abertas com professores e atletas convidados e atividades externas são custeados inteiramente por nós.
Quanto à Câmara Municipal e aos vereadores de nossa cidade, infelizmente nenhuma autoridade demonstrou interesse em conhecê-lo. Inclusive, apresentamos uma proposta de Projeto de Lei para desburocratizar o apoio governamental aos projetos sociais de nossa cidade, mas foi engavetado ou descartado, demonstrando falta de sensibilidade com as ações sociais independentes.
"O que ocorre em nossa cidade é uma falta de comprometimento com o futuro de nossos jovens. Projetos como o nosso precisam de apoio político para continuar transformando vidas, mas o que vemos são portas fechadas e uma burocracia sufocante", afirmou Antonella Panaggio.
O Diretor Max destacou a gratidão do projeto às contribuições do comércio e da comunidade local, afirmando que todas as atividades são custeadas por recursos próprios e doações. "Apoios como esses são essenciais para que possamos manter nossas aulas gratuitas e continuar transformando vidas através das artes marciais. É lamentável que não recebamos nenhum tipo de apoio ou verba governamental, enquanto projetos de outras cidades são favorecidos", concluiu.
A direção técnica do projeto é liderada pelo Professor Flavio Domingues, faixa preta 2º Dan de Kickboxing e grau preto de Muay Thai, que também pratica outras artes marciais.
O Projeto Social Lutadores do Futuro segue firme em sua missão de transformar vidas através das artes marciais, mas a falta de apoio e a morosidade das autoridades locais continuam sendo obstáculos significativos em sua jornada.